• 13 de abril de 2021
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Três espécies de aranhas são motivos de preocupação para a saúde pública no Brasil.

Aranha Armadeira (Phoneutria spp)

A aranha Armadeira é uma espécie bastante agressiva. São aranhas que medem cerca de 3,5 cm de comprimento, com pernas que podem chegar a 5 cm. Sua atividade é maior ao entardecer e à noite. Esta espécie não tece teia e é comumente encontrada em árvores, principalmente bananeiras e folhagens. É comum ser encontrada no interior de residências. A picada resulta em dor violenta no local, irradiando-se pela região atingida. A vítima apresenta tonturas, queda de pressão, vômito, suor intenso e possíveis espasmos. Caso ocorra picada por esta espécie de aranha, a vítima deve procurar um hospital para aplicação de soro anti aracnídeo e aplicação de anestésico ao redor da picada.

Viúva-Negra (Latrodectus spp)

É uma das aranhas mais comentadas em todo o mundo. No Brasil existem somente 3 espécies de Latrodectus e os casos de acidente são raros. São aranhas muito pequenas. A fêmea atinge de 8 a 12 mm de comprimento. São totalmente negras com uma mancha vermelha em forma de ampulheta no abdômen. São sedentárias, constroem teias irregulares entrelaçadas com folhas secas. Eventualmente, podem construir teias próximas umas das outras, no entanto, cada uma possui sua própria teia.

A picada provoca dor muito aguda que se irradia por todo o membro ou local atingido. A vítima fica irritada, apresenta tremores, contrações, rigidez abdominal, delírio, alucinações, entre outros sintomas. Já foram registrados casos fatais em crianças. A pessoa picada deve ser levada imediatamente ao hospital para receber a soroterapia. Se possível, capturar a aranha para identificação.

Aranha Marrom (Loxosceles spp)

A aranha marrom é uma espécie pouco agressiva e que possui hábitos noturnos. Seu tamanho é pequeno, cerca de 4 cm de comprimento e, geralmente, não é percebida. No Brasil são encontradas dentro de residências de várias cidades.

A aranha marrom constrói uma teia irregular e se esconde sob telhas, pilhas de tijolos e quadros. Outros esconderijos utilizados são sapatos e as roupas penduradas atrás de portas. O acidente ocorre quando a pessoa pressiona a aranha.

No ato da picada quase não se sente dor, no entanto, entre 12 e 24 horas, o local atingido apresenta inchaço e dor, semelhante à dor de queimadura. A vítima passa a sentir mal estar e náuseas. Pode ocorrer febre e o local da picada apresentar necrose. Acidentes com crianças podem ser fatais. Nos casos graves a urina fica com cor de Coca-Cola.

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