• 10 de junho de 2021
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Os morcegos possuem ampla distribuição mundial com cerca de 1.000 espécies conhecidas, sendo 70%, insetívoras (que se alimentam de insetos). Na verdade os morcegos são muito eficientes no controle de insetos, podendo consumir até 600 mosquitos por hora ou 3.000 em uma noite. A grande maioria dos morcegos são benéficos. Nas áreas urbana e rural, apenas alguns são de importância à Saúde Pública. No Brasil existem cerca de 140 espécies de morcegos.

Dentre os mamíferos, eles são os únicos com capacidade de voo. Identificamos na asa aberta do morcego o braço, antebraço e a mão. O tamanho deste animal varia de 10,0 cm a 1,70 m de envergadura, conforme a espécie. A alimentação é bem diversificada, englobando frutos, sementes, néctar, folhas, insetos, escorpiões, rãs, pererecas, pequenos mamíferos e sangue.

Muitas espécies possuem hábito noturno saindo de seus esconderijos ao entardecer e início da noite. Algumas espécies localizam o alimento pelo olfato, e até pela visão, que ao contrário do que muitos imaginam, é funcional. São extremamente ágeis em seus voos devido ao sistema de eco localização, também chamado de sonar dos morcegos. Algumas espécies utilizam basicamente a visão para se localizarem.

Os morcegos insetívoros possuem ampla distribuição geográfica e atuam no controle de insetos, pragas agrícolas e espécies de importância em Saúde Pública. Os morcegos frugívoros são aqueles que se alimentam de frutos e os nectarívoros de néctar. Encontrados nas regiões tropicais e subtropicais promovem a polinização e disseminação das sementes de muitas espécies vegetais.

Os morcegos carnívoros englobam um pequeno número de espécies que se alimentam basicamente de rãs, camundongos, peixes e outros animais. Os morcegos hematófagos incluem três espécies que são encontradas apenas na América Latina, sugando animais de sangue quente como aves e mamíferos.

Os morcegos são muito conhecidos como os responsáveis pela transmissão da raiva, podendo também transmitir outras enfermidades como a brucelose. Quando atacam um animal contaminado são infectados e se tornam transmissores da doença.

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