• 10 de junho de 2021
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Popularmente conhecidos como mosquitos, pernilongos ou muriçocas, estes insetos compõem um grupo com cerca de 3.500 espécies, são adaptados aos mais diversos ambientes, desde altitudes acima de 3.000 metros, em florestas, até áreas urbanizadas. Alguns são transmissores de doenças ao homem e outros vertebrados, sendo atraídos por calor, por CO2 e ácido láctico que são liberados nos ambientes.

O incômodo e o desconforto não são os únicos inconvenientes causados pela presença e a atividade dos mosquitos. O papel destes insetos na transmissão de inúmeras doenças como filariose, malária, dengue, zika, chikungunya, febre amarela, leishmaniose e as encefalites é uma preocupação muito mais séria. A capacidade de reprodução e a facilidade de dispersão dos mosquitos são características essenciais e fundamentais para a ocorrência de epidemias destas doenças.

Mosquitos adultos podem viver por mais de dois meses e as principais espécies de importância sanitária são os anofelinos (transmissores da malária humana) e os culicídeos (maior subfamília com 34 gêneros e cerca de 3.500 espécies).

As espécies Aedes aegyptiAedes albopictus e Aedes scapularis são responsáveis pela transmissão da dengue, febre amarela urbana e encefalites. O Aedes aegypti atualmente é responsável pela transmissão da febre chikungunya e o zika.

PERNILONGO COMUM – CULEX SP

Estes insetos medem de 3 a 4 mm de comprimento, apresentam cor marrom sem marcas distintas nas pernas, são mais ativos no fim da tarde e durante a noite e são atraídos pela luz artificial. Fazem um som característico de zumbido quando voam e deixam características marcantes nos locais onde picam: pele vermelha, coceira e calombos.

Dentre as espécies do gênero Culex, a espécie Culex quinquefasciatus é a mais importante no meio urbano, por ser o principal transmissor da filariose bancroftiana (elefantíase) e de vírus causadores de encefalites. É mais frequente nos meses quentes e chuvosos, mas pode ser encontrado durante todo o ano.

Para a postura de seus ovos, a fêmea busca locais ricos em matéria orgânica tais como córregos e rios poluídos com esgoto. Deposita seus ovos em conjunto, aspecto que lembra uma “jangada” que flutua na superfície da água.

Os mosquitos machos alimentam-se de seivas, flores e frutas, bem como as fêmeas que não foram fecundadas, no entanto, elas necessitam de sangue após a fecundação para o desenvolvimento dos ovos.

AEDES AEGYPTI

Maior do que os mosquitos comuns, é preto com listras brancas, apresentam um desenho branco em forma de lira no dorso do tórax. Esse desenho só é visto sob lupa, mas é um importante indicador para diferenciar o Aedes aegypti do Aedes albopictus, que apresenta a mesma coloração. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano. É originário do Egito e sua dispersão pelo mundo ocorreu a partir da África.

Aedes aegypti ficou famoso por ser considerado o vetor da dengue e febre amarela urbana e as mais recentes: febre chikungunya e o zika.

Reproduzem-se em criadouros naturais (buracos em arvores, bromélias, bambu) e artificiais (reservatórios de água, vasos, utensílios etc.).

Nestes locais, depositam os ovos fora da água, na superfície dos recipientes. Para remover os ovos é necessário esfregar bem. Se não forem removidos em contato com a água, os ovos se abrem em pouco menos de 30 minutos e, no máximo em 9 dias, a larva dá origem a um novo mosquito.

Os mosquitos machos também se alimentam de seivas, flores e frutas; já as fêmeas, como as do Culex, se alimentam de sangue. As fêmeas de Aedes preferem o sangue humano ao de qualquer outro animal vertebrado. Atacam de manhã ou ao entardecer e sua saliva possui uma substância anestésica, que torna quase indolor a picada.

Se houver a presença destes insetos em seu imóvel, podem ser usados aerossóis e repelentes registrados pelo Ministério da Saúde, juntamente com barreiras físicas como telas nas janelas e mosquiteiros. Entretanto, se o problema persistir, consulte uma empresa especializada para o controle.

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